Tirou o violão do cantinho
sentou perto da janela
secou o rosto das lágrimas
e assim meio sem jeito
dando as costas para o mundo
compôs mais uma balada.
E tempos depois ele ouvia
pelas ruas pessoas cantando
um momento que fora tão seu:
uma dor que ainda doía.
Nina Victor



































2 comentários:
Lindo poema, Nina! Compor, às vezes é compartilhar a dor e expor a ferida da alma e quando um compositor escuta sua música ser cantada por outras pessoas, ele fica feliz, mesmo que a dor ainda doa!
Lindo! Beijos.
Que dores não doam jamais!
Obrigada, Helinho.
Beijo! :)
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