Um cara inteiro


Para ele, não passavam de manequins,
Corpos sem alma e sem vida,
Dos quais ele se servia sem prestar atenção.
Por anos, passou pelas mulheres 
Como quem passeia por uma rua de vitrines.
Desconhecia seus nomes, rostos ou personalidades.
Usava cada uma delas de acordo 
Com o seu desejo momentâneo e passageiro.
Mas um dia ele foi fisgado e, 
desde então, após a epifania, 
Passou a ser um cara inteiro.

Helio Jenné



2 comentários:

Nina Victor disse...

Jenné! Adorei. Minha predileta da nova safra até então! :)

Helio Jenné disse...

Oba! Legal que gostou, Nina Victor. Vamos continuar o nosso projeto. Beijos.